Na manhã de terça (06/12/2011), a Polícia Civil de Realeza cumpriu 03 mandados de busca a apreensão e prendeu em flagrante os responsáveis pela Coophareal (Cooperativa Habitacional de Realeza), na Operação denominada Terra do Nunca.

Há alguns meses, a Polícia Civil de Realeza começou a investigar um Loteamento localizado na cidade de Realeza, onde aproximadamente 150 (cento e cinquenta) pessoas haviam comprado os terrenos e depois não conseguiam legalizá-lo.
O Loteamento era vendido pela Coophareal (Cooperativa Habitacional de Realeza) pelo presidente, BENEDITO EMILIO ALVES COSTA, e pela secretária, SUELLEN THAYNÃ CAMARGO.
Visando verificar a veracidade da informação, buscando estabelecer se o Loteamente estava ou não regularizado, várias diligências foram realizadas.
As suspeitas se confirmaram, e o Delegado da comarca, MATHEUS ARAUJO LAIOLA, representou mandados de busca e apreensão na Coophareal e nas residências dos investigados.
Na manhã de hoje, os policiais civis deflagraram a Operação e apreenderam na Coophareal centenas de documentos que comprovam a venda ilegal dos terrenos/lotes.
Na residência de BENEDITO EMILIO, foi encontrada uma arma de fogo calibre 38 municiado com 06 cartuchos intactos.
A arma não possuía registro, ou seja, a posse era ilegal.
Em razão de toda a situação, foi dado voz de prisão à BENEDITO EMILIO e SUELLEN THAYNÃ pela prática do crime previsto no artigo 50 da lei 6.766/76 (lei que regula o Parcelamento do Solo Urbano).
A Polícia Civil de Realeza ainda pediu o bloqueio judicial das contas bancárias onde os valores dos terrenos eram depositados, bem como toda a movimentação bancária dos investigados.
O Poder Judiciário aceitou o pedido da Polícia Civil e as contas estão bloqueadas.
Se condenados pelo crime previsto na lei acima mencionada, BENEDITO e SUELLEN poderão pegar até 05 (cinco) anos de prisão. Com relação à Posse ilegal de arma de fogo, BENEDITO poderá pegar ainda mais 03 (três) anos de prisão.
Segundo o Delegado que comandou a Operação, “trata-se de mais uma complexa investigação, onde aproximadamente 150 pessoas foram lesadas. Há provas materiais que o Loteamento está ilegal, sem a documentação necessária. Eles não poderiam nem ter dado início ao Loteamento, o que dirá vender aproximadamente 150 terrenos”.
Agora a Polícia Civil tem 10 dias para concluir o Inquérito Policial e encaminhá-lo para o Poder Judiciário para apreciação.
O nome Operação Terra do Nunca é uma alusão é à Ilha Fictícia do livro Peter Pan.