Partes do corpo e roupas de Gabriel Tupã de Quadros estavam a menos de 1 km da casa da família. Polícia Civil investiga o caso.Depois de 15 dias de buscas, a polícia encontrou o menino indígena Gabriel Tupã de Quadros, de 03 anos e 09 meses. Ele havia desaparecido no dia 14 de abril, por volta das 17h30, enquanto brincava às margens da BR 373, na Reserva Indígena Guarani, comunidade de Palmeirinha do Iguaçu – Chopinzinho.
A princípio, a polícia recebeu a informação que um homem, num carro preto, levou o menino após oferecer doces. O sumiço fez com que o delegado de Chopinzinho, Sérgio Cantarelli, acionasse o grupo especial da Polícia Civil que investiga o desaparecimento de crianças - Sicride, que esteve na aldeia durante na semana passada. Na ocasião, os investigadores conversaram com familiares e, de posse de informações e características, chegaram a elaborar um retrato falado do suspeito de ter levado o menino.
Entretanto, as investigações tomaram outro rumo a partir da manhã desta segunda-feira (29), quando a polícia foi informada pela família sobre a localização do menino já em óbito. Suas roupas foram encontradas no meio da mata, distante cerca de 700 metros da residência. Quem encontrou foi à tia, Suzana de Quadros. Ela conta que estava indo apanhar milho verde quando viu as roupas do sobrinho. Suzana inclusive suspeita que Gabriel tenha sofrido abuso sexual antes de ser morto. A tia afirma desconfiar de um morador da própria aldeia, mas prefere não se manifestar, pelo menos por enquanto.
O local foi isolado pela polícia, que acionou o Instituto de Criminalística de Francisco Beltrão e o IML (Instituto Médico Legal), de Pato Branco. Peritos, investigadores e o delegado Sergio Cantarelli realizaram levantamento do local, contanto com auxílio dos próprios índios. Em poucos minutos, além das roupas, também encontraram um par de chinelos, ossos, cabelo, partes do crânio e a mandíbula, além de uma jaqueta que pode ser do autor do crime.
As partes do corpo junto com as roupas foram levadas ao IML de Pato Branco e posteriormente serão enviadas ao laboratório central da Polícia Cientifica em Curitiba para exames de DNA, que vão auxiliar na identificação da vítima e, até mesmo do suposto autor do crime, conforme explicou o perito chefe do Instituto de Criminalística, Patrick Alysson de Souza e Silva.
O delegado de Chopinzinho, que acompanha o caso, preferiu não se manifestar. Sérgio Cantarelli disse que vai ouvir novamente os familiares, o cacique da aldeia e outros moradores para se pronunciar. Além disso, também deve aguardar o resultado dos exames do IML e laudos da Criminalística. O suspeito pelo crime pode ser da própria aldeia, porém isso tudo deve ser apurado no decorrer das investigações. fonte: (http://www.noticiaspoliciais.com.br)