Durante todo dia de ontem, somente carros e ônibus  podiam trafegar pela PR-182, nas proximidades de Realeza em virtude de um protesto realizado pelos caminhoneiros.
A manifestação apoia as ações nacionais da classe e busca melhores valores de fretes, baixa no óleo diesel e no pedágio. "Vamos permanecer aqui por tempo indeterminado.
Se não tivermos uma resposta logo, nem ambulância mais vai passar", diz Irineu Lorenzi, um dos líderes dos caminhoneiros. Ele trabalha no ramo há oito anos e viu as despesas aumentar consideravelmente durante esse período.
"Do valor bruto que arrecadamos com o frete, gastamos 70% em despesas de viagem e, dos outros 30%, temos que manter o caminhão e sustentar família. O óleo diesel está R$ 2,50 o litro e os pedágios, se um bi-trem for de Cascavel a Paranaguá vai gastar mais de R$ 500. Já pagamos um absurdo de IPVA e temos mais esse custo", conta. Ele compara os custos atuais com os de 2005, quando começou. "O diesel custava R$ 1,10 e o pedágio era cerca de R$ 20, sem contar que pagavam R$ 73 pelo frete de Carapó (MS) para Dois Vizinhos. Hoje queriam me pagar R$ 55 fora de época", calcula. Ele comenta que nenhuma entidade está liderando as manifestações. "Os caminhoneiros são tipo boi brabo: demoram pra se estressar, mas quando ficam brabo ninguém segura", compara.

Polícia acompanha

De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual o protesto está acontecendo pacificamente. Os caminhoneiros fecharam a rodovia por volta das 8 horas até as 17h30, quando a estrada foi aberta por aproximadamente 30 minutos. Depois, o trajeto foi mais uma vez fechado. Apenas um incidente foi registrado com três caminhoneiros que quiseram furar o bloqueio. O protesto iniciou na segunda-feira, 1º, quando a rodovia ficou fechada durante o dia e abriu a noite. Agora, os caminhoneiros pretendem manter as manifestações constantemente.
fonte: (http://www.jornaldebeltrao.com.br)