Peixes oleosos, como o salmão, podem reduzir risco de câncer de mama. A conclusão é de pesquisadores chineses que se debruçaram sobre as propriedades desses tipos de proteína para saber como eles podem interferir positivamente na dieta.

A redução da probabilidade de desenvolver a doença pode chegar a 5%  para os que consumirem de uma a duas porções de peixe toda semana. A pesquisa foi divulgada no periódico British Medical Journal pela Universidade de Zhejiang e Centro de Nutrição e Segurança Alimentar, em Hangzhou, ambos na China.
Vinte e seis trabalhos realizados nos Estados Unidos, Europa e Ásia, foram revisados e demonstraram que os ácidos graxos poli-insaturados provenientes de peixes oleosos como atum, salmão ou sardinha por semana são benéficos. A culpa é da chamada gordura insaturada, que, ao contrário da gordura saturada, faz bem à saúde.
Ela ajuda a reduzir os triglicerídeos, um tipo de gordura que em alta concentração é prejudicial, e a pressão arterial. Pode ser monoinsaturada ou poli-insaturada. Essa última pode ser, por exemplo, Ômega 3 e 6, que são os chamados ácidos graxos essenciais e são as gorduras encontradas em peixes, linhaça, castanhas e azeite.
Após a análise, envolvendo 883.585 participantes e 20.905 casos de câncer de mama,  os cientistas concluíram que consumir de uma a duas porções de peixes oleosos por semana leva a uma ingestão de gorduras poli-insaturadas marinhas que é suficiente para reduzir em 5% o risco de desenvolver a doença.
Os grupos que apresentaram as menores chances de desenvolver câncer de mama foram os de mulheres asiáticas. Isso aconteceu porque nos países da Ásia o consumo de peixe é maior do que nos países ocidentais.