A personalidade e, consequentemente, a forma de encarar a vida, pode afetar mais do que nosso círculo social: o temperamento de uma pessoa pode interferir diretamente na saúde. Cientistas afirmam que indivíduos altamente neuróticos, por exemplo, podem deteriorar-se mais rapidamente do que os outros.  Saiba quais são os sete pensamentos mais comuns que refletem sua personalidade e que podem lhe trazer doenças, segundo pesquisas científicas:


1. Desconfianças: Pessoas que suspeitam e desconfiam dos outros – um traço de caráter que os cientistas chamam de hostilidade – têm mais riscos de desenvolver doença cardíaca. Indivíduos hostis geralmente experimentam mais stress, e isso pode causar picos de uma proteína do sistema imunológico chamada C3, que tem sido associada a várias doenças, incluindo diabetes.

2. Falta de sentido na vida: Um estudo com idosos descobriu que aqueles que dizem ter grandes propósitos na vida faziam parte das estatísticas boas. Representavam metade das probabilidades de não morrer durante o período de estudo, que durou até cinco anos. Outros estudos têm sugerido que pessoas com maior senso de propósito e objetivo na vida podem ter diferentes níveis de hormônios reguladores do estresse, melhor saúde do coração ou melhoria do sistema imunológico.

3. Neura: Pessoas que ficam excessivamente preocupadas e ansiosas e têm tendência à depressão. Em média, elas morrem mais cedo. Um estudo recente também sugere que, em parte, é porque os neuróticos são mais propensos a fumar.

4. Falta de autocontrole: Aqueles que não conseguem se controlar podem viver menos. Uma revisão de mais de 20 estudos revelou que as pessoas que são conscientes, organizadas e disciplinadas vivem entre 2 e 4 anos a mais que as demais. A explicação é que indivíduos altamente conscientes são menos propensos a fumar ou beber em excesso, e vivem de forma mais estável e menos estressante.

5. Ansiedade: Os indivíduos com um comportamento mais calmo são menos prováveis a desenvolver demência, que pode ser causada pela doença de Alzheimer e outras enfermidades. A conclusão é baseada em um estudo que acompanhou mais de 500 idosos por cinco anos. Entre os extrovertidos, o risco de demência foi de 50% mais baixo.

6. Pessimismo: Um estudo com mais de 180 pacientes portadores de doença arterial periférica (acúmulo de placas nas artérias) mostrou que os participantes mais propensos a experimentar emoções negativas tinham maiores chances de morrer mais cedo.

7. Estresse: O estresse prolongado pode ser mortal. Aumenta chances de doenças cardíacas, vírus da gripe, síndrome metabólica e pressão arterial elevada. Mesmo uma promoção no trabalho pode ser prejudicial: pesquisadores britânicos descobriram recentemente que, quando as pessoas são promovidas, sofrem em média 10% mais tensão mental e são menos propensos a achar tempo para ir ao médico.