A Polícia Civil desenvolveu uma operação com intuito de prender o ex-prefeito de Realeza Eduardo Gaievski (ex-PT), que foi localizado e detido na manhã de sábado, dia 31, em Foz do Iguaçu.
Ele foi levado diretamente para Curitiba, porque havia rumores de manifestação em frente à delegacia de Realeza.
Eduardo responde a processo criminal por suposta exploração sexual de menores de idade. A defesa tentou ontem, sem sucesso, a revogação da prisão através de um habeas corpus.
O delegado Valderes Luiz Scalco, que responde pela Comarca de Realeza, conta que assim que recebeu o mandado de prisão contra  Gaievski — no final da tarde de sexta-feira, 23 de agosto — entrou em contato com a Agência de Inteligência da Polícia Civil do Paraná e solicitou apoio do delegado Silvio Jacob Rockembach para o cumprimento da ordem judicial.
Na sequência das investigações, também o delegado Rafael Vianna. As funções foram  divididas:  Scalco ficou responsável por Realeza e demais municípios do Sudoeste, enquanto que os outros dois delegados ficaram com o restante do Estado e até mesmo fora das fronteiras do Paraná.
A Polícia Civil do Paraná fez buscas em Brasília e Florianópolis (SC), porém o réu não foi mais localizado. "Em Florianópolis nossas equipes chegaram a localizar o hotel onde o réu se hospedou, mas de lá já havia saído", conta Scalco. O delegado afirma que entrou em contato com os advogados de Gaievski [Rodrigo e Dr. Alzirez] sobre a possibilidade de sua apresentação espontânea, mas eles informaram que buscariam reverter na Justiça a ordem de prisão e que a decisão sobre apresentação espontânea seria do próprio réu.
A Agência de Inteligência detectou comportamento anormal dos parentes do procurado na cidade de Foz do Iguaçu. "Eles começaram a realizar movimentos cuidadosos quando da entrada e saída de suas residências, davam a volta de carro no quarteirão antes de entrarem na garagem, saiam nas sacadas para visualizar a movimentação da rua, enfim, ficou nítida a preocupação de não serem vigiados pela polícia, elementos estes que nos deram a fundada suspeita de que o procurado poderia estar ali escondido", revela.
Scalco recebeu o relatório dessas investigações na noite de sexta, dia 30, quando pediu à Justiça da Comarca de Realeza autorização para procurar o réu em quatro endereços suspeitos. A representação foi entregue às 23:30 ao Poder Judiciário, que após consultar o Ministério Público, acabou por ser deferida.
Os mandados de buscas compreendiam quatro endereços em Foz e foram entregues por volta das 3 horas da madrugada de sábado. Num dos endereços localizaram o procurado, que foi preso. No apartamento, mesmo com a identificação da equipe policial civil, ninguém abriu a porta, sendo necessário o seu rompimento. No seu interior, Gaievski foi localizado e não esboçou reação; foi preso. (*Com informações da assessoria).
fonte: (http://www.jornaldebeltrao.com.br)