A primeira audiência de instrução e julgamento do ex-prefeito de Realeza e ex-assessor da Casa Civil do Governo Federal, Eduardo André Gaievski, aconteceu nesta quinta e sexta-feira (22) no Fórum da Comarca de Realeza.


Gaievski é acusado de estupro de vulneráveis quando era prefeito do município entre os anos de 2005 a 2012. Ele teve sua prisão decretada em agosto, e permaneceu detido em Curitiba e posteriormente transferido a Penitenciária de Francisco Beltrão.

Durante a quinta-feira Eduardo chegou a ser trazido para participar da audiência, mas retornou à penitenciária não sendo interrogado. Nos dois dias foram chamadas 32 testemunhas de defesa e acusação para depoimento.

A audiência durou próximo de 17 horas. Iniciou às 13 horas e encerrou próximo da meia noite na quinta-feira, e prosseguiu na sexta-feira iniciando no mesmo horário e encerrando próximo às 19 horas, sendo presidida pelo juiz Figueiredo Monteiro Neto, acompanhado dos promotores do Ministério Público, Francisco de Carvalho Neto e Raphael Fleury Rocha, e dos advogados, de defesa de Gaievski, Samir Mattar Assad, e de defesa de algumas vítimas, Natalicio Farias. O ato foi restrito aos magistrados e envolvidos no caso.

"A audiência de instrução e julgamento é uma oportunidade de produção de provas do processo. Foram ouvidas as testemunhas listadas pelo Ministério Público, pelo assistente de acusação, e as testemunhas em juízo, seria a oportunidade de ouvirmos as testemunhas da defesa, mas a defesa renunciou essas testemunhas", destacou o promotor Raphael Fleury Rocha.

O advogado de defesa de Gaievski, Samir Mattar Assad, acredita na absolvição do cliente. "Finda a parte de instrução processual e o Ministério Público não conseguiu provar o que queria, então no entender da defesa a absolvição do Eduardo Gaievski é só uma questão de tempo", disse Samir, acrescentando que Eduardo está "espiritualmente bem".

A audiência para o depoimento de Gaievski está marcada para o dia 16 de janeiro de 2014 no Fórum da Comarca de Realeza. Caso haja alguma condenação, a defesa já manifestou que irá recorrer à instância superior dependendo da sentença.
fonte: (http://www.laercioandre.com.br)